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ARTIGOUma nova fronteira para a Terapia Manual e a Osteopatia: a Abordagem Manual do Cérebro

05/02/2024

Uma nova fronteira para a Terapia Manual e a Osteopatia: a Abordagem Manual do Cérebro

Que o cérebro ocupa um papel central no organismo, que é o centro de controle do funcionamento do ser humano, sede dos sentidos, da mente e das emoções, além de tantas outras funções, não é novidade para ninguém.

Que as disfunções cerebrais causam inúmeros tipos de problemas, desde comprometimento motor até distúrbios da cognição e da memória, passando pelas perturbações do comportamento e das emoções, também não é novidade. Assim como também não é nova a compreensão de que é extremamente difícil desenvolver tratamentos para o cérebro e suas funções, com resultados satisfatórios. Os poucos, e nem sempre eficazes, tratamentos para as funções cerebrais restringem-se a recursos químicos, nunca livres de efeitos colaterais indesejados.

Também não é recente o entendimento de que as técnicas manuais promovem efeito sobre o cérebro, independente do tecido ou estrutura corporal onde elas são aplicadas, e que este estímulo manual gera aferências cerebrais que participam do processo de recuperação da função tecidual normal.

Mas é possível obter efeitos sobre as funções cerebrais utilizando técnicas manuais? Será possível tratar disfunções cerebrais usando manipulações, de forma eficaz?

A resposta é sim, e o responsável por esta nova fronteira na Terapia Manual e Osteopatia é um velho conhecido: Jean-Pierre Barral!

Dizemos um velho conhecido porque há mais de 50 anos Jean-Pierre Barral vem impressionando e revolucionando o mundo da Terapia Manual e Osteopatia com suas técnicas originais. Foi há mais de 50 anos que J.P. Barral começou a utilizar e desenvolver, em seus pacientes, técnicas para o tratamento de vísceras. Com certeza não foram bem aceitas no início, pois toda evolução não é bem compreendida por aqueles que ainda não conseguiram entender a inovação, mas hoje são um recurso indispensável na Terapia Manual e ensinadas em todas as escolas de Osteopatia do mundo inteiro.

O espírito inquieto, curioso e investigador de JP Barral não nos trouxe “apenas” as técnicas de Manipulação Visceral, mas também diversas outras técnicas inéditas e originais para o tratamento neuromeníngeo, manipulação de nervos (periféricos e cranianos), tratamento vascular, articular, tratamento víscero-emocional, diagnóstico pela ausculta tecidual e pela avaliação térmica manual, entre muitas outras.

Nesta busca por fazer avançar o alcance das técnicas manuais para a saúde humana, é claro que JP Barral iria se deparar com a indagação: é possível tratar as funções cerebrais com técnicas manuais?

É possível que a Terapia Manual e a Osteopatia sejam capazes de ajudar em quadros patológicos e disfuncionais do cérebro?

Este questionamento vem ocupando a mente, e as mãos, de JP Barral há mais de 40 anos! Sim, são mais de quatro décadas testando e desenvolvendo em silêncio técnicas para o tratamento manual do cérebro. Durante todo este tempo JP Barral ofereceu tratamentos gratuitos a pacientes com patologias cerebrais, para testar a eficácia de suas técnicas. Neste longo e intenso período de pesquisa, tratou, em média, 200 crianças por ano, todas com patologias cerebrais.

E somente a poucos anos atrás JP Barral satisfez-se com o nível alcançado de maturidade e eficiência de suas técnicas, para apresentá-las ao mundo. Mais uma vez J.P. Barral deixa boquiabertos aqueles que enxergam a genialidade e o incrível avanço que este trabalho de uma vida inteira trará no alívio do sofrimento de condições cerebrais. E mais uma vez deixa desconfiados e incrédulos aqueles que, assim como a 50 anos atrás, quando apresentou as primeiras técnicas de Manipulação Visceral, ainda não enxergaram uma nova fronteira dos tratamentos manuais sendo ultrapassada.

E como será daqui a 50 anos?
50 anos depois do surgimento das primeiras técnicas de Manipulação Visceral este trabalho se estabeleceu como uma abordagem quase obrigatória em todos os tratamentos manuais e osteopáticos. Será que daqui a 50 anos as técnicas manuais para o tratamento do cérebro também serão uma rotina?

Vivemos agora um novo momento de revolução da Osteopatia?

Depois da primeira revolução com a fundação da Osteopatia e seus princípios, por Andrew T. Still, e da segunda revolução com a criação da Osteopatia no campo craniano, por W.G. Sutherland,  estará J.P. Barral estabelecendo a Osteopatia para o século XXI?

É verdade que a intenção de tratar o cérebro por meio de técnicas manuais não é nova. O próprio W.G. Sutherland, com o desenvolvimento das técnicas cranianas e craniossacrais, tinha por objetivo último o restabelecimento das funções ideias do sistema nervoso central, incluindo o cérebro. Mas, embora as técnicas cranianas e craniossacrais, criadas por W.G. Sutherland aprimoradas por outros autores, tenham efeitos sobre o cérebro, não são um tratamento direcionado especificamente para isso. A especificidade que sempre marcou o trabalho de J.P. Barral está presente nas suas técnicas voltadas diretamente para o cérebro.

J.P. Barral, com suas técnicas manuais de tratamento do cérebro, alcançou o objetivo final iniciado por W.G. Sutherland. As técnicas cranianas e craniossacrais sempre ofereceram bons resultados, muitas vezes até surpreendentes, mas sempre abordaram o sistema nervoso central de forma indireta. A Osteopatia no campo craniano continuará a ser um grande recurso terapêutico, mas as novas técnicas apresentadas por J.P. Barral levam os resultados do tratamento a um nível ainda não alcançado.

Também é verdade que outros autores alegam praticar técnicas que geram efeitos sobre estruturas cerebrais, e relacionam melhoras observadas em seus pacientes com a aplicação de suas técnicas. Nenhum, porém, apresenta de forma tão clara, palpável e verificável, os efeitos das técnicas manuais sobre o cérebro, como nas técnicas de J.P. Barral. A nova Abordagem Manual do Cérebro apresenta recursos racionais, concretos e objetivos, justificados de forma lógica, cuja eficácia pode ser demonstrada imediatamente. Não se trata de técnicas nas quais você precisa “acreditar”, colocar “intenção”, para que funcionem. É claro que em qualquer técnica manual, a confiança e a intenção terapêutica são importantes, mas o mecanismo de ação das técnicas de JP Barral não se explica pela intenção ou crença, são explicáveis pela fisiologia. É claro que em todo trabalho manual (pode-se dizer em todo trabalho sobre o ser humano) os aspectos energéticos estão envolvidos, mas para além dos efeitos energéticos, os efeitos tissulares, bioquímicos, biofísicos e biomecânicos das técnicas de tratamento do cérebro podem ser logicamente explicados.

E o fato de que podem ser racionalmente explicados torna possível que sejam questionados. O questionamento, pedra fundamental da ciência, é possível e desejado, para que as técnicas e seus mecanismos possam ser aprimorados. Afinal, se uma técnica só pode ser explicada pela percepção, intenção, intuição, mecanismos sutis e energéticos de quem as aplica, torna-se difícil questioná-las, torna-se uma questão de aceitá-las, ou não, uma questão de crer, o que não está alinhado com a ciência. Não estar aberto ao questionamento científico racional não quer dizer que não funcione, mas se não pode ser razoavelmente explicado, será que pode ser ensinado? E será que pode ser reproduzido por outras pessoas? Ou se torna uma capacidade inerente somente àquele que desenvolveu as técnicas, cuja capacidade não pode ser transmitida aos outros profissionais? A abordagem terapêutica criada por JP Barral está muito longe disto, é racional, questionável, demonstrável, aberta para o aprendizado e utilização por quaisquer outros profissionais que se dediquem a aprendê-la.

Podem haver outras formas de tratamento manual que alegam ter efeitos sobre o cérebro, mas nenhuma foi desenvolvida e testada por tanto tempo, em tantos pacientes, não apresentam claramente seus mecanismos e efeitos, de forma racional e lógica. J.P. Barral nos presenteia com mais esta riqueza de recursos, para o bem de nossos pacientes.

Todo este imenso trabalho é apresentado em um livro: Manual Approach to the Brain: Volume 1, cujo nome já sugere a continuação do trabalho em um “Volume 2” (e quem sabe um “Volume 3”?). Neste livro J.P. Barral apresenta toda a fundamentação teórica para as técnicas, assim como as próprias técnicas, de avaliação e tratamento, além de abordar as condições clínicas comuns que se beneficiam com elas.

Mas como o tratamento manual não pode ser aprendido em livros, J.P. Barral tem percorrido o mundo nos últimos anos ministrando os cursos da Abordagem Manual do Cérebro (MAB), que se tornaram um novo currículo do Barral Institute. Atualmente este currículo conta com 3 níveis: MAB1, MAB2 e MAB3. Mas um quarto curso já está sendo preparado, e há rumores de um nível 5!

Em Novembro de 2023 J.P. Barral veio ao Brasil e apresentou a um grupo de privilegiados esta novíssima e revolucionária abordagem terapêutica, ministrando o curso MAB1, criando o primeiro grupo de profissionais capacitados para a aplicação deste conhecimento no Brasil. A sequência deste estudo não demora a acontecer, já temos data marcada para os dias 22 a 24 de Novembro de 2025, quando J.P. Barral volta ao Brasil para ensinar a segunda parte deste currículo (MAB2) a um seleto e exclusivo grupo que estará dando mais um passo nesta inovadora abordagem terapêutica.

Novas fronteiras estão sendo ultrapassadas, e novos horizontes estão se abrindo

A história da Terapia Manual e Osteopatia segue sendo escrita, e os passos dessa evolução levarão novas formas de alívio ao sofrimento dos pacientes, por meio das mãos dos profissionais que estão se colocando na vanguarda deste conhecimento.

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